

02 Outubro de 2016
Mãe clama por milagre em frente a hospital
A família de um jovem que teve a morte encefálica declarada pelos médicos fez uma corrente de oração para que os aparelhos não fossem desligados.
O estudante Renan Grimaldi, de 18 anos, sofreu um acidente de carro e está internado no Hospital Getúlio Vargas, na Penha, no Rio de Janeiro.
A oração de seus familiares e amigos impediram que os médicos desligassem os aparelhos, procedimento adotado sempre que as atividades cerebrais dos pacientes entram em falência.
Apesar do caso já ser motivo de decretar a morte de alguém, os familiares seguem crendo que Renan está vivo.
“Ele não está morto. Ele está vivo. O coraçãozinho dele ainda está batendo, e os outros órgãos estão bem”, diz a mãe do jovem, Vanessa Loureiro da Silva, 32 anos, que é evangélica.
“Vou até o fim. Meu filho vai sair de lá bem”, afirmou ela ao jornal O Globo. “Agradeço a Deus pela decisão dos médicos de não desligarem os aparelhos. Estou fazendo tudo o que posso”.
A morte encefálica de Renan foi atestada na última terça-feira (27), na quinta-feira (29) a família foi chamada pelo hospital após a conversa com o pai, Rodrigo Amorim Grimaldi, a direção decidiu não desligar os aparelhos.
“Querem desligar os aparelhos e declarar a morte do meu filho, mas os órgãos estão funcionando bem. Não concordamos”, afirmou o pai do jovem.
Renan está internado desde sábado, após sofrer um acidente de carro em Olaria. Estudante do Colégio Franklin Carneiro, ele é conhecido pelos amigos como “meninão brincalhão”.
Em nota, o hospital esclareceu que a família tem sido acompanhada pela equipe multidisciplinar da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes.
Ao jornal O Globo, o neurologista André Gustavo Lima, membro da Academia Brasileira de Neurologia afirmou que a morte cerebral é irreversível, e órgãos como coração e pulmão continuam funcionando por meio de medicações e respirador mecânico.